
Tantas vezes tentei te tirar de dentro de mim, seria algo quase que impossivel se eu o conseguisse.
Tantas vezes tentei ser eu mesma, para assim você me notar, enfim tentativas inúteis, você gosta do meu outro EU.
Tantas vezes, roubei estrelas para te encontrar, atravessei 7 ,8 ,9 até 10 mares, pra te ver passar,
Tantes vezes atirei pétalas aos ventos, para fazer chover, só pra ver você dormir.
Tantas vezes, trilhei caminhos seus, mudei por você, troquei meus planos pra acompanhar os seus, tantas e tantas vezes deixei de ser eu mesma, para me ver em você.
Tantes vezes pedi ao universo, você de volta, aqui no meu quarto vazio, em meu coração apagado e tristonho.
Tantas vezes ouvi o canto das sereiras, mais era na verdade a voz da majestade de Vênus de Milo, sem falar nos ensinamentos de Platão, mais sentia a profunda Filosofia, nos teus olhares e trejeitos.
Dispensei Fernando Pessoa, que fingia sua dor, por você que mostrou meu amor, mais que nunca me deu seu coração. Acredito eu que você engavetou-o a 8 chaves sombrias e geladas.
Sinto um frio em meio a estes 40º graus.
Queria derreter ao seu lado, como o gelo no chão, quero ser seu chão, sua certeza de algo, seu ar, seu movimento, quero sentir teu movimento junto à mim.
Talvez seja cedo de mais para isso, ou talvez estejas escurecendo.
Digo à você, eu também não sei, Talvez...
Postado por
Lene Pudim ~*


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